19: Lazarus
O fim do mundo está próximo
Há três anos, chegou ao mercado um remédio milagroso e barato que curava qualquer tipo de dor sem efeitos colaterais, mas que tinha um segredo, depois de três anos da primeira vez que foi consumido, a pessoa morreria. Uma armadilha. O seu criador, o Dr. Skinner, tinha passado todos para trás, seus pacientes, seus admiradores, seus colaboradores, até a indústria Delta Medicinal. Em uma mensagem de vídeo ele avisa que há muito tempo “a humanidade que conhecemos está morta”, ele só tinha decidido formalizar a situação, mas existe uma cura - “vocês tem trinta dias, se alguém puder me encontrar nesse tempo, a humanidade vai sobreviver”. Os animais que serviram de cobaia nos testes clínicos estavam morrendo, as primeiras cobaias humanas serão as próximas e entre elas está o próprio Skinner, o prazo é curto e os dias são contados, faltam 30 dias, 29, 28, 26, 24…
As palavras-chave que definem a estruturação da ação são: espionagem, parkour, capoeira e John Wick; uma narrativa de velocidade. Chad Stahelski e sua equipe colaboraram na composição desses momentos, tanto na coreografia das lutas, quanto no enquadramento delas. Aparentemente, uma variedade de sequências foram repassadas para Watanabe, a equipe teve que organizar as coreografias e os animadores usaram os movimentos como referência. A composição das cenas tinham um contexto próprio, muito bem planejadas, mas que só foram inseridas no contexto maior da série posteriormente, transformando “pontos em linhas”. Se não foi só uma forma mais exagerada do que aconteceu, é realmente uma forma inesperada de colaboração:
“Uma coisa que a Adult Swim pediu para nós, ‘por favor, faça um anime de ação’, [...] então eu pensei [...] a obra com ação mais recente que eu conheço é John Wick. Na minha opinião ele fez as cenas de ação ficarem mais atuais. Por ser um time Hollywoodiano achei que ia ser difícil pedir alguma coisa para eles. Porém entrei em contato com o diretor, o Chad, e liguei para ele pedindo ajuda, alguma opinião sobre cenas de ação. [...] eu fiquei espantado porque eu não achei que ele ia fazer tantas cenas para mim. Ele não só mandou uma ou duas, ele mandou várias para nós. Nós agradecemos a ele, claro, por todo trabalho, mas eles disseram ‘[...] esse é um agradecimento nosso para o senhor’. As cenas de ação muito rápidas, eles trabalharam bem devagar para explicar como que era feito [...] e com isso acho que consegui fazer cenas de ação mais atual para a obra.”
Watanabe no Anime Friends de 2025, tradução simultânea por Elthon Minoru Honda.
A ação lida muito bem com a espacialidade do que os rodeia, além do aspecto corporal, os movimentos têm peso e suavidade, os confrontos têm ritmo. Isso cria um ruído curioso, os três adultos da equipe têm aptidão física e habilidade para qualquer coisa. Mas Watanabe e a sua equipe conseguiram “corrigir” o que acredito faltar em John Wick, ou pelo menos do segundo filme em diante, o aspecto dramático e emocional que articula as cenas de ação. Watanabe tem a amplitude para conseguir conciliar a comédia com a seriedade.
“O que me deu uma ideia foi quando eu assisti um noticiário [...] de quando um artista que eu gosto muito, Prince, faleceu. Essa notícia fala que o Prince faleceu não tomando drogas ilícitas, mas tomando drogas que o médico receitava para ele, então fiquei em choque quando assisti essa notícia. [...] Como alguém pode falecer [...] com um remédio que era legal que o médico está receitando?”
Watanabe no Anime Friends de 2025, tradução simultânea por Elthon Minoru Honda.
Watanabe se inspirou nesse tema nevrálgico da nossa sociedade - a vontade de não querer sofrer de jeito nenhum - para criar uma história de ação e espionagem, com elementos pulp e dramáticos, uma concatenação de ideias. Acompanhamos uma série de desventuras, desentendimentos, desencontros e pessoas dos mais diferentes caráteres e personalidades entrando em conflito. Então, o que nos espera na Cidade Babilônia?
A série abre com o último membro da recém formada equipe Lazarus, um grupo feito para resolver problemas, se esquivando do convite de integrá-la. Axel Gilberto, o fugitivo fugaz, não se esconde, encara a polícia de forma direta, indo até a estação central e sendo imediatamente reconhecido por alguma inteligência de reconhecimento fácil. A sua fuga e consequente perseguição atravessa a cidade. Ele transcorre a pé, as estruturas que compõem o ambiente urbano, trilhos do metrô, calçadas, edifícios de estacionamentos, telhados, um canteiro de obras, postes e guindastes, a predominância de vermelho guia o olhar do espectador, a edição e a montagem em perfeita sincronia, rápido onde precisa, demorado onde importa, uma música eletrônica nós acompanha. Onde os demais precisam subir escadas, Axel alcança “voando” com suas próprias pernas - uma sequência que lembra bastante a experiência com o jogo Mirror’s Edge.
A equipe deve encurralar Axel, o encaminham para a cobertura de um edifício alto e sem outras construções próximas, nessas condições, ele não deve conseguir escapar, ninguém conseguiria, mas ele nunca gostou de ser igual a todo mundo.
- É o fim do caminho para você, já que humanos não são feitos para voar. - Doug.
- Não é divertido ser normal. - Axel.
- Quer testar essa teoria? - Doug.
Todos os integrantes, Axel, Chris, Doug, Elaina e Leland, acreditavam que tinham sido obrigados a se juntar à operação por pequenos delitos que cometeram. Todos são mantidos em suas funções por uma pulseira que rastreia e é capaz de punir quem a utiliza. Eles têm de encontrar o dr. Skinner para serem livres. Apesar da situação imposta, a equipe rapidamente desenvolve uma harmonia: cada um parece ser um mistério um para o outro, ao mesmo tempo que cada um possui a curiosidade em desvendar o passado do colega, isso os obriga a interagirem e a muitas vezes querer expor o seu eu verdadeiro. Isso é algo importante na série: buscar encontrar o outro, não só entre eles, mas também a quem eles perseguem.
Os cinco primeiros episódios abrem com cada integrante da Lazarus apresentando a sua experiência com o Hapna. Suas motivações são tão mundanas que provavelmente mais pessoas usaram o remédio milagroso pelo mesmo motivo, alguns usaram como uma droga recreativa, outros porque estava na moda, há quem tenha feito pela rebeldia, outros para esquecer algum sofrimento, ou por conta de um ferimento, afinal, era um analgésico.
“Fiquei pensando, como que eu vou juntar um personagem que faz parkour e capoeira junto dessa droga? Então tem essa música que eu ouvi, lá de 93, mais ou menos, chamada Lazarus, e quando eu ouvi essa música eu consegui ver os pontos virarem uma linha, juntando tudo”
Watanabe no Anime Friends de 2025, tradução simultânea por Elthon Minoru Honda.

O maior potencial de uma série episódica é a capacidade de transformar “pontos em retas” sem uma a necessidade de uma estrutura retilínea. Cada episódio acaba se mostrando uma tentativa falha de localizar Skinner. O que acompanhamos em primeiro plano é a dinâmica entre os personagens e como eles vão resolver alguma missão. Já no segundo plano, tentamos entender os motivos do grande vilão, afinal o que levaria um homem que se esforçou tanto para um mundo mais pacifico, igualitário e ecologicamente consciente a querer destruir o mundo?
Alguns membros da equipe eram antigos colegas de Skinner, eles querem salvar a humanidade e também salvá-lo. O que o mudou? O que aconteceu três anos antes? Por que ele nos abandonou? Hersch Lindemann foi nomeada por Abel Anderson, diretor do National Security Agency (NSA) e o verdadeiro chefe da equipe Lazarus, para comandar a equipe pelo seu laço com Skinner, mas ela só aceitou pelo desejo de reencontrá-lo. Sua autoridade não é questionada, mas ela interage de forma normal com os demais, os ajudando quando necessário.
Douglas Harding inicialmente aparenta ser alguém rígido e burocrático, se portando como alguém austero para se fazer de durão, demonstrava um ar de desinteresse nas pessoas. A verdade é que antes da profissão atual, ele tentou uma carreira acadêmica, mas o limite foi a sua cor de pele. Ele perdeu tudo depois de esmurrar o rosto do reitor da sua universidade que disse-lhe “ser impossível existir um Einstein negro”. O único que o defendeu na época foi o seu orientador, Claude Cline. Na busca por Skinner, Doug aproxima-se aos demais integrantes da Lazarus, sempre se oferecendo para ajudar ou acompanhá-los, não para alcançar uma maior eficiência na missão, mas sim por companheirismo. Ele perde a expressão sisuda e passa a sorrir com mais frequência.
Elaina foi criada em uma comunidade em que as relações familiares não são relevantes, na verdade há um certo desapego aos laços sanguíneos, e onde as identidades individuais, o Eu, não podem estar acima do líder, nem da vontade de Naga, uma IA baseada no cérebro de Skinner, programada para ter sede de poder e o desejo pelo controle, endeusada pelos demais integrantes. Essa seita na qual ela nasceu e cresceu lidava com a realidade de forma a acreditar em uma inevitabilidade da morte, um dia teriam de realizar a vontade de Naga e se auto destruírem, além de terem a missão de matar aqueles que o traíssem.
É curioso que ao fugir deste local, ela optou por se relacionar na internet, relações afastadas e anônimas, mas ela vê a possibilidade de se conectar a diferentes pessoas naquele espaço. Sua carreira e reputação como hacker é um orgulho pessoal, uma identidade que ela conquistou, seu nickname mostra um sentimento internalizado, o oposto da sua timidez, Mad Screamer. A Lazarus se aproxima dessa seita para averiguar se Naga possuía algum conhecimento sobre o paradeiro de Skinner. Elaina se ofereceu, junto de Leland Astor, um jovem mentiroso de fala mansa, para a missão de infiltração.
No fim eles recebem uma dica de Naga: Skinner havia comprado extensas porções de terra alagadas em quatro regiões do planeta. Quatro localizações, quatro missões realizadas simultaneamente. Axel, Doug, Leland e Chris devem cada um alcançar a sua respectiva ilha submersa, enquanto Elaina acompanha a todos da base. Eles perdem tempo com o translado para cada local, perdem tempo conversando com os locais, perdem tempo com o cotidiano, eles precisam desacelerar e percorrer. Nenhum diálogo para atrapalhar a ponderação do espectador, há azul em todo lugar.
Como sempre, vemos vários cenários bem detalhados. Quando chegam nas exatas localizações, nada encontram, as antigas ilhas estão completamente abaixo da superfície do oceano, sem saída, “Lazarus será dissolvida depois que encontrarmos o Skinner?”, pergunta Leland aos demais. Parece não haver mais o que fazer nos locais indicados, cada um se compromete com esse isolamento, olhar para cima e ficar admirando as nuvens, usá-las para representar as suas abstrações mentais. O grande respiro da série.
A caçada de Skinner é marcada por uma tentativa de compreendê-lo, o que ele estava pensando? É preciso investigar o dr. Skinner, ou melhor, Deniz Skinner, para encontrá-lo. Eles interagem com a sua infância em sua terra natal, Istambul; veem tudo relacionado a sua carreira profissional e como um ferrenho militante; e sempre que rastreiam alguma de suas propriedades, se perguntavam o que ele queria dizer sobre aqueles locais, o que ele queria mostrar?

Ele não se resume a um vilão filosófico que chega à conclusão de que se faz necessário exterminar a humanidade por ter ojeriza a ela ou por concluir racionalmente que o único modo de proteger é destruindo. Ele tentou por todas as vias legais e políticas que uma postura civilizada e pacifista exigia, seguiu todas as regras, ganhou fama e destaque, mas não o que precisava, a agência das pessoas e dos governos. Mas não é que a angústia de Skinner seja justa ou tem mérito, é que ela é humana. Ele sabe do sofrimento e vê as consequências desse mundo, se corrói por dentro por conta disso, se pergunta como e o porquê disso.
- No passado, as pessoas achavam que ele [...] era um santo. - Hersch.
- E agora que ele voltou, pensam que ele se tornou o diabo. - Axel.
Existe uma vingança em sua atitude, se as pessoas querem ser cruéis e viver dessa forma, que seja, sua punição para sociedade é jogar exatamente as regras do jogo. Transformou uma arma química em um produto. Mas, apesar de tudo, ele ainda insiste em ter alguma esperança, ele desenvolveu uma cura e vão ter que encontrá-lo para também voltarem a ter alguma esperança de futuro. Um santo e um demônio. Todos perseguem Skinner, apesar de terem caído na tentação de não sentirem mais dor, nenhum deles quer morrer, todos têm uma ânsia pelo futuro.
“Isso é o que eu sei com certeza. Ele quer que alguém o procure e o encontre.” - Hersch.
Então descobrimos que, apesar de ter uma relação bastante amigável com todos, chegando a atuar como uma irmã mais velha para os dois integrantes mais novos, Chris esconde atrás do seu sorriso um passado obscuro. Possui confiança na sua habilidade com armas, mas não o suficiente para encarar os seus verdadeiros sentimentos e foi por conta disso que ela usou do Hapna, curar um coração partido.
“Me pergunto, por que a vida sempre exige que superemos tanta dor, sofrimento e toda essa porcaria?” - Chris.
Já tínhamos a dica de que ela entendia russo e uma revelação em tom de brincadeira de que era uma espiã. Christine Blake na verdade se chamava de Alexandra Sashenka, ela tinha sofrido um acidente no aeroporto Schiphol e tinha sido dada como morta. Aproveitando a situação, mudou o rosto com cirurgia plástica e tingiu o cabelo de loiro, assumindo uma nova identidade, uma nova personalidade. Apesar disso, não se sente livre, pois vive remoendo o passado.
Uma soldado desobediente que decidiu deixar de considerar as obrigações de sua profissão como mais importantes do que os seus próprios sentimentos, é como um samurai que abandonou o seu senhor para viver a própria vida. Ela sente alguma culpa por ter abandonado o código de honra que sustentava a sua existência anterior, mas sente mais vergonha por quem deixou para trás do que da nova vida que construiu: “Mudei meu rosto e até o meu nome. Mas a única coisa que não consegui mudar foi meu coração”. Se prende a um certo momento de indecisão até Axel a acordar:
“Ninguém se importa com o seu passado. Eu não quero ouvir. Não me importa. Eu te salvo por quem você é agora.” - Axel.
O presente é uma coisa difícil de se decidir, porque ele sucessivamente deixa de ser presente. Axel, de certa forma, uma continuidade de Spike, não se importa com o seu passado ou com quem você já foi um dia, ele se importa com quem você é hoje, não é à toa a falta de um arco dramático sobre o seu passado. Apesar dessa “falta” ser um pouco triste para o ávido espectador, demonstra a entidade que Axel encarna, totalmente absorto no agora, sem se preocupar excessivamente com o passado ou com o futuro - a vida tem a duração de um sonho.
Ainda assim, há poucos fragmentos sobre o seu passado: um pingente com a forma de uma asa - é o seu amuleto da sorte, que segundo sua crença, é capaz de protegê-lo e torná-lo invencível -; e quando ele revela a Chris que, na sua infância, possuiu alguns poucos amigos, mas que depois que eles morreram, há muito tempo atrás, passou a fugir de vínculos duradouros - no segundo episódio, ele dá a entender que sempre foi o único capaz de desviar de balas. Ele entende que finalmente tinha uma casa para a qual retornar.
“Já estive à beira da morte várias vezes. Mas esta é a primeira vez que alguém me salva. Então, eu quero agradecer.” Axel fala para Chris.
Devo admitir que não me interessei pelo passado do Leland, mas sim pela sua personalidade. Bastante amigável, consegue se integrar com certa facilidade, sabe como conversar com todo mundo, parece sempre estar aberto a possibilidades. Desenvolve uma relação de irmão mais novo com Chris e de irmão mais velho com Elaina. Em outra de suas missões, se faz necessário se disfarçar de mulher e a experiência desenvolve alguma empatia nele, não é só motivo de piada. Acaba sendo ele quem encontra a última pista capaz de indicar a localização do Skinner.
“Todos nós estamos aqui em circunstâncias suspeitas. Não é uma surpresa que você tenha um ou dois segredos para esconder.” - Axel.
Elaina é a única capaz de localizar Skinner, mas através de outra hacker, Popcorn Wizard, por quem nutre admiração - ela ainda não sabe, mas o sentimento é recíproco. Popcorn Wizard, ou Lin, estava à sua espera, já a considerava uma rival formidável e sua melhor amiga. Lin protegia Skinner em agradecimento por ele a ter tirado da pobreza, ela morava em uma das ilhas que ele comprou. Ela tem permissão do próprio para dar a sua localização a qualquer um que a encontrasse. Ele agora morava em uma área de desabrigados na cidade Babilônia, onde uma antiga amiga de Axel, Jill, é a chefe local. Estava desde o início perto deles. No fim, é engraçado como o grau de separação entre eles e o Skinner era reduzido, que mundo pequeno.
“Naquela época, éramos extremamente pobres. Afundar com a ilha era nossa única opção.[...] Neste momento, não consigo imaginar o que Skinner está pensando. Mas ele não é do tipo que venderia a alma para o diabo.” - Lin.
É então que finalmente entendemos o que aconteceu e porque a busca desesperada do exercito estadunidense por silenciar Axel: anos antes, o exército usou a pesquisa do Dr. Skinner para tentar criar armas biológicas. Ele tentou denunciar e como não deu certo, ele tentou roubar a substância. Skinner foi localizado e atacado no aeroporto Schiphol antes de conseguir o que queria. Durante o tiroteio que se seguiu, uma bala acabou atingindo o recipiente que guardava o composto. O incidente matou diversas vítimas por envenenamento e foi abafado pelo governo, a verdade é que o exército sabia que aquilo era o protótipo da Hapna.
Todos os cinco membros da Lazarus estavam no mesmo aeroporto quando o incidente aconteceu, por isso foram escolhidos, não pelo seu passado, como imaginavam. Enquanto Skinner vira o paciente zero do Hapna, os atingidos que sobreviveram, ou mais precisamente, que conseguiram retornar dos mortos e desenvolver resistência ao agente químico, tornando-se as caixas de pandora da humanidade. Esse tema da mudança e da resiliência é a linha que conecta os pontos. Será que isso fica mais palpável quando nos aproximamos da morte? Quando corremos ao seu encontro? Quando o fim do mundo está próximo?
Lazarus pode não ter o peso dramático que Cowboy Bebop ou Sakamichi no Apollo alcançaram, mas tem a potência e a energia na sua narrativa episódica: poucos sabem fazer uma sequência de fuga ritmada, ou uma sequência dramática envolvendo a musicalidade dos sentimentos. Kamasi Washington, Bonobo e Floating Points - entre algumas colaborações - compõem a trilha sonora da série. Três musicistas, três estilos diferentes, em perfeita sincronia, você não sabe onde um começa e o outro termina, como num bom jazz.
Referência
CANAL OTAKING. SHINICHIRO WATANABE : INICIO DE CARREIRA + CRIAÇÃO DE LAZARUS + ENTREVISTA no Anime Friends 2025. Youtube, 20 de jul. 2025.















